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Review: Source of Madness (PS4)

Source of Madness é mais um título que busca surfar na recente onda dos roguelikes. Desenvolvido pelo estúdio Carry Castle e publicado pela Thunderful Publishing, o jogo aposta em sua atmosfera de terror para se destacar dos demais games do gênero.

A história e o mundo de Source of Madness

Em jogos do gênero, o componente narrativo acaba sendo deixado um pouco de lado em prol da jogabilidade. Uma movimentação similar acontece em Source of Madness. Nós temos personagens e objetos que se assemelham a colecionáveis que contam um pouco da história do mundo e do que se passa nele, contudo, as informações são dispostas de uma maneira bem vaga, passando a ser facilmente ignoradas por quem joga. Inspirado fortemente nos contos de H.P. Lovecraft, considerado um dos maiores escritores de terror, o game é protagonizado pelos Acólitos.

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Ao morrer, o jogador escolhe um novo Acólito (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

Nosso objetivo é descobrir os segredos ocultos da Lua enquanto lutamos contra monstros grotescos. Como falei acima, é bem díficil se importar com a narrativa, muito pela maneira que a equipe escolheu em apresentar a mesma. O protagonista, um acólito, acaba sendo trocado a cada morte. Com isso, cada personagem jogável possui habilidades passivas e magias de ataque diferentes um dos outros. Roguelikes são muito pautados em ciclos e a repetição desses ciclos, logo, esta mecânica foi bem implementada e traz uma boa diversidade para a jogatina.

A história, se é que podemos chamar assim, é dividida em três Atos que acontecem em diversos biomas diferentes.

Menos é mais

Um mecanismo interessante de Source of Madness é que os inimigos são gerados de forma procedural, o que traz uma boa sensação de “novo” em cada ciclo iniciado. O problema é que apesar dos visuais dos monstros serem quase sempre uma novidade, o padrão de ataque e comportamento deles não muda, o que é um tanto frustrante. Outro detalhe que me incomodou muito é a disposição visual das coisas no jogo.

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Paleta de cores deixa Source of Madness bem confuso (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

Graças a paleta de cores usadas, os monstros, o cenário e o personagem em muitos momentos se tornam uma coisa só, dificultando e muito identificar o que está acontecendo nas lutas. Também não ajuda o fato dos inimigos serem um conjunto de órgãos e membros bagunçados, trazendo muito mais um aspecto de poluição visual do que design inovador.

Quanto mais tempo passei com o jogo, mais fiquei com a sensação de que o foco da equipe foi entregar quantidade e não qualidade. Por ser um roguelike, o objetivo principal parece ter sido o de apresentar coisas novas sempre que possível, o que acabou prejudicando alguns sistemas como o departamento visual. É difícil se conectar com um jogo, ainda mais com um roguelike, sendo que boa parte do tempo você mal consegue entender o que está acontecendo na tela. Uma mudança na paleta de cores faria um bem tremendo ao jogo!

Os anéis de poder

Se você já jogou algum título do gênero, já sabe o que esperar da progressão de Source of Madness. Temos melhorias temporárias, que são perdidas ao morrer, e melhorias permanentes. As permanentes usam dois tipos de recursos distintos: os orbes vermelhos e os azuis. Os vermelhos são obtidos ao eliminar inimigos comuns e os azuis ao abater monstros de elite que se assemelham a chefes.

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Progressão em Source of Madness é bem intuitiva (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

Podemos liberar uma poção de cura e aumentar sua carga, adicionar cargas em nossa esquiva, liberar novos anéis que servem como armas e desbloquear outros equipamentos como amuletos e capuz. Esses equipamentos modificam os status do personagem, aprimorando categorias como life, velocidade e tempo de recarga das habilidades. A progressão é bem intuitiva e o jogador sente que está evoluindo bem, o que é fundamental para um jogo como esse.

Os equipamentos possuem diferentes graus de raridade, trazendo um senso maior de importância para a exploração dos biomas. O combate como um todo é pautado no uso de magias que são provenientes de anéis. Existem anéis que soltam bolas de fogo, de raio, outros cortam os inimigos usando magia arcana, outros disparam projéteis que perseguem os inimigos.. A variedade de magias é legal e permite que o jogador não se canse do combate, sempre testando novas combinações. Surpreendentemente, Source of Madness não é um jogo difícil quando comparado aos outros títulos do gênero. Você pode sempre se posicionar de uma maneira que os inimigos mal te alcancem. Apesar do poder dos inimigos escalarem bastante a partir do segundo bioma, o padrão de ataque deles não muda, tornando-se facilmente desviáveis. O problema é que eles ganham muito life, tornando-se esponjas de dano e consequentemente deixando o combate bem entediante.

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Itens fazem a diferença em Source of Madness (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

Source of Madness: Vale a Pena?

Apesar de visualmente ser uma bagunça, Source of Madness consegue entregar o loop viciante que é vital para um roguelike. Mesmo que em certos trechos eu não conseguia enxergar nenhum elemento presente na tela, mesmo estando bem em minha frente, queria continuar voltando para o mundo do jogo e tentar novamente. A progressão é intuitiva e funciona bem, assim como o combate implementa boas ideias, se apoiando totalmente no uso de magias. Se você gosta do gênero, o título certamente vale a pena desde que seja comprado em uma promoção.

6.2Pontuação do especialista
Passa de Ano

Apesar do loop viciante obtido através do combate, os elementos visuais de Source of Madness causam muita confusão em quem joga, fazendo com que a experiência não seja tão boa quanto poderia ser.

História
6
Jogabilidade
7
Desempenho
8
Visuais
4
Trilha Sonora
6
Pontos Positivos
  • Loop de gameplay vicia
  • Progressão intuitiva
Pontos Negativos
  • Visuais confundem muito
  • Trilha sonora inexpressiva
  • Difícil se importar com a história
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