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Review | Shadow Warrior 3 (PS5)

Apesar de ter passado um pouco batido, Shadow Warrior 3 finalmente está entre nós. O novo jogo da franquia desenvolvido pela “Flying Wild Hog”, chegou recentemente para consoles e PC. Mas será que depois de alguns adiamentos e um longo período de espera, o novo título da franquia supriu as expectativas?

Shadow Warrior nunca foi uma franquia tão conhecida pelo público em geral, mesmo tendo ótimos jogos em sua jornada. A saga sempre foi deixada de lado muitas vezes por não possuir o mesmo valor de produção de grandes IP do mercado. Mas saiba que sua influência é notável e evidente em diversos FPS da atualidade. Algumas de suas ideias serviram de inspiração para jogos do gênero e talvez por isso este terceiro episódio tenha ganho um peso maior em meio ao público.

O prazer de rir de si mesmo

A história começa exatamente onde terminou o jogo anterior, você está na pele de Lo Wang, que se encontra sem proposito e perdido na vida, após liberar de maneira acidental um dragão milenar que destrói tudo por onde passa, e sofrendo as dores de ter perdido seu melhor amigo. E isto não é spoiler, caso você não tenha jogado ao jogo anterior, fique ciente que o jogo irá te contar isto nos primeiros 10 minutos.

Shadow Warrior 3

Apesar de parecer algo extremamente profundo e dramático, saiba que o jogo não leva nada disto a sério, sua cena inicial deixa isso muito claro. Sua narrativa serve muito mais como um fio condutor para levar o jogador do ponto A para o B e só. Não vá com expectativas para história, que apesar de funcionar, ela é clichê e muito bobinha.

O jogo tenta compensar isto de inúmeras maneiras, uma delas é apelando e muito para o humor, Lo Weng sempre foi extremamente brincalhão e sarcástico, porém aqui está em nível superior. Sério! Todo dialogo é encerrado com uma piada, que funciona algumas vezes e outras nem tanto, na verdade em alguns momentos chegam a irritar. Lo Weng não cala a boca, e mesmo sozinho ele estará falando alguma besteira. Apesar de alguns momentos a narrativa forçar a piada, de maneira geral elas funcionam, pois servem para dar personalidade ao protagonista, deixando bem claro que apesar de todo caos ao seu redor, ele escolheu o caminho da comédia para deixar tudo mais leve.

Apesar disto tudo Lo Weng ainda continua sendo um personagem muito carismático que rapidamente fará você se importar com ele, embora que com sua jornada nem tanto. Mas isso tudo serve somente para reforçar o ponto forte da franquia, e que ponto forte. Sua gameplay é com certeza o ouro desta mina e por ela vale a pena você escavar.

Regredir para progredir

Não há dúvidas que sua gameplay é o que fez a série de jogos chegar até aqui, sua mistura de tiros e espadas, com cenários verticais e grande interação com o ambiente faz da franquia muito única no meio de tantos jogos do gênero. E se existe uma certeza depois desses três títulos é que a Flying Wild Hog sabe surpreender e ser criativo ao extremo para progressão de seus jogos.

Enquanto em Shadow Warrior 2 o sistema de progressão funcionava a base de RPG, onde você tinha uma árvore de habilidades tanto para o personagem como para suas armas e até mesmo marcadores de dano em seus inimigos, aqui isso tudo foi deixado de lado. Embora ainda exista, elas são em bem menor escala. Como se desenvolvedora realizasse uma grande seleção para aquelas habilidades que realmente importam para o jogador. Deixando o jogador mais focado naquilo que ele realmente achar útil para sua progressão.

Shadow Warrior 3
Shadow Warrior 3 possui diversas habilidades diferentes (Captura de Tela: Thiago Stofel)
Shadow Warrior 3
O arsenal do jogo é vasto e oferece diversas opções (Captura de Tela: Thiago Stofel)

Outra mudança significativamente que os fãs irão sentir é a mudança de proposta nos cenários. Enquanto Shadow Warrior 2 mostrava cenários mais abertos que ofereciam atividades secundárias ao jogador, aqui isso também foi completamente alterado. O jogo aposta em ir direto ao ponto, com caminhos sempre lineares que se abrem muito pouco durante toda a jornada, e esses momentos são somente para coleta de pontos de habilidade que ficam em locais secretos e nada mais. Não espere algo secundário pois aqui elas foram completamente removidas.

Sua movimentação sempre será através de desafios de plataformas, seu personagem corre, escorrega, tem pulo duplo, arranca no ar e tudo mais, e assim o jogo utiliza destes momentos para dar um pouco de respiro na frenética ação constante, e evoluir a narrativa do jogo. Mas tudo acontece de forma tão rápido que rapidamente você se esquece de prestar atenção aos diálogos, você só quer chegar na próxima arena de batalha e matar alguns demônios.

Jogabilidade em sua melhor forma

Seu combate frenético nunca esteve tão divertido, Shadow Warrior 3 sabe como poucos mesclar combate com desafios de plataforma. E para não deixar enjoativo ou repetitivo, ao longo de sua jornada você encontrará uma grande variedade de inimigos que lhe atacam por todos os lados, em cima, em baixo da terra, corpo a corpo, e a distância. E o protagonista possui um vasto arsenal para combater esses demônios, desde pistolas, metralhadoras, lança granadas e claro sua espada, sempre útil para combate mais perto.

Um sistema em que Shadow Warrior consegue se diferenciar dos outros é o já tradicional “finisher” aquele que você vai até o inimigo e o finaliza de forma violente e bonita, aqui ele está aprimorado. Dependendo do inimigo que você finalizar ele te rende uma habilidade temporária, que ajuda e muito nos momentos em que sua tela estiver com dezenas de inimigos.

Em suas arenas o jogo entregas verdadeiros parques de diversão, e você a usa da forma que você quiser, seus cenários nunca foram tão verticais e variados. A interação com ambiente foi altamente aprimorada, podendo acionar armadilhas, bombas e outros objetivos. A adição de um gancho deixou tudo ainda melhor, com ele você consegue ir de um lado a outro de forma muito rápida, deixando tudo ainda mais rápido.

Ficar parado não é uma opção, parar para pensar também não. O jogo quer que você atire em tudo que você vê pela frente. Algo que reforça este desejo é que agora as armas se recarregam de maneira automática sempre que você trocar de arma, ou seja, nem com isso o jogo não quer que você se preocupe. Só corra, deslize, pule e atire. E sua espada também possui um botão dedicado agora, em apenas um toque você consegue aciona-la para aquela resposta rápida para um inimigo que se aproxime de você.

Pequenos tropeços

Para um jogo cujo o foco é a ação, desempenho é crucial, e em alguns ambientes ela deixa a desejar. Houve quedas de fps e alguns momento o jogo chegou a travar. E não foi nem nos momentos de maior ação, mas em momentos mais calmos. Mostrando que o jogo ainda necessita de atualizações para um melhor polimento.

Outro aspecto que este sim me incomodou, foi a falta de peso nas ações, quem jogou o jogo anterior com certeza irá estranhar também. As vezes o peso da ação não corresponde ao impacto sentido nas mãos do jogador, principalmente no uso da espada, que parece algo simples demais, como se o personagem tivesse cortando papel ao invés de um monstro com dobro de seu tamanho. Isso causa certa estranheza pois o jogo anterior fazia isto de forma sublime. Não sei se foi uma decisão para deixar tudo ainda mais rápido, mas não funcionou, e deve incomodar os fãs da franquia.

Trilha sonora potente

Suas músicas sempre foram uma marca da série, e aqui elas estão melhores e mais potentes que nunca. Existe uma vasta lista de trilhas que tocam durante ação, deixando toda energia do jogo sempre no alto. O jogo também utiliza de músicas bem conhecidas pelo público que acabam rendendo algumas das melhores piadas do jogo.

Shadow Warrior nunca foi tão lindo

A primeira coisa que me chamou atenção assim que comecei o jogo, foram seus lindos gráficos. E o motivo é bem simples: eu não esperava. Não que os jogos anteriores não fossem belos, mas não era algo que saltava aos olhos, porém aqui, a Flying Wild Hog se superou, a parte artística não deixa em nada a desejar, entregando belíssimos e variados cenários. Inclusive uma cena me deixou bastante impressionada, deixando muito triple A no chão.

Shadow Warrior
A Katana é bem letal no jogo (Captura de Tela: Thiago Stofel)
O jogo tem cenários deslumbrantes (Captura de Tela: Thiago Stofel)

Shadow Warrior 3: Vale a Pena?

Shadow Warrior 3 é uma verdadeira cartinha de amor a todos os fãs da franquia e para todos os amantes de FPS em geral. Ele sabe como poucos brincar com a ação dando controle total ao player do que acontece em cada combate, nunca deixando ficar enjoativo ou repetitivo, pois sabe introduzir coisas novas sempre que você começar a se sentir assim.

Apesar de alguns pequenos tropeços que podem causar estranhezas principalmente para os fãs de longa data, eu digo com tranquilidade que Shadow Warrior 3 é o melhor jogo da franquia e será um dos melhores FPS deste ano.

8.3Pontuação do especialista
Ótimo

Perfeito para amantes de FPS

Jogabilidade
10
Gráficos
8
Trilha Sonora
9
Narrativa
6
Pontos Positivos
  • Gameplay frenético
  • Trilha sonora empolgante
  • Ambientação
Pontos Negativos
  • Quedas de FPS
  • Falta de peso nas ações

Caso você queria saber mais sobre a franquia, clique aqui.

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