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Review: Lost Epic (PS5)

Lost Epic tenta ser muitas coisas ao mesmo tempo e acaba deixando a desejar

Lost Epic é um novo metroidvania com mecânicas Soulslike desenvolvido pelo estúdio Team EARTH WARS e publicado pela One or Eight. Disponível previamente na Steam em forma de acesso antecipado, o título acabou de ser lançado nos consoles e no PC. Após passar meses sendo refinado, será que é válido dar uma chance para o jogo? É isso que irei responder nesse review.

A jornada do Herói

O mundo de Lost Epic é dividido em duas categorias principais. Nós temos um grupo que cultua o Deus Antigo e que foi abandonado pelos novos Deuses. Dentro desse grupo, temos os cavaleiros. Classe que se propôs a derrotar os Novos Deuses e colocar o mundo de volta aos eixos.

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A abertura de Lost Epic (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

O protagonista, um cavaleiro que pode ser personalizado no começo do jogo, não se faz muito presente na história. Apesar de conter um núcleo narrativo e que tinha tudo para ser interessante, Lost Epic em muitos momentos deixa isso de lado para focar no gameplay e em seus inúmeros sistemas de progressão.

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Nosso objetivo é eliminar os Novos Deuses (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

Como todo metroidvania, o título apresenta finais múltiplos e conta facilmente com dezenas de horas de conteúdo que são espalhados em diversos tipos de atividades: caçar os Novos Deuses, eliminar alvos da Lista de Assassinatos, concluir labirintos e completar tarefas e missões secundárias para os NPCs espalhados pelo cenário.

Bagunça organizada

Como mencionei acima, o game possui inúmeros sistemas de progressão que são apresentados ao jogador logo nos momentos iniciais da aventura. No começo eles chegam a assustar pela quantidade de coisas simultâneas que precisamos prestar atenção. Felizmente, todos esses sistemas são bem intuitivos e, se você for um fã do gênero, com certeza já viu os mesmos presentes em outros títulos.

Ao derrotar inimigos e concluir missões ganhamos Anima, a moeda do jogo. É através dela que forjamos armas e armaduras, criamos consumíveis, melhoramos nosso equipamento e, claro, mudamos de nível. A árvore de habilidades é bem intuitiva e relativamente básica. Podemos desbloquear talentos ao mudar de nível e ao concluir missões, tarefas específicas e ao interagir com monumentos especiais.

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Árvore de habilidades é intuitiva (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

Existem dezenas de classes de armas diferentes e todas elas podem ser melhoradas, assumindo uma nova versão. Isso já entrega o cerne do jogo e o que pra mim é o seu maior defeito: o grind excessivo. Até mesmo as magias dos personagens, aqui chamadas de Divine Skills, precisam ser “farmadas”. Elas evoluem de acordo com a quantidade de uso.

Eu entendo que pelo gênero, um farm aqui e acolá faz sentido, contudo, em Lost Epic os devs erraram demais da conta, gerando um grande senso de repetitividade. Além disso, é difícil perceber que a progressão está sendo bem aplicada, deixando o sentimento de que todo o grind está sendo em vão. Faltou um pouco mais de cuidado com a progressão do personagem.

Quem sou eu?

Olhando de fora, como eu mesmo apontei nesse review, pensamos que Lost Epic se apoia mais na sua natureza metroidvania do que em qualquer outra. Contudo, para o combate e exploração, o título se classifica como um Soulslike, trazendo todas aquelas mecânicas rotineiras que já conhecemos.

Nossas ações são limitadas por uma barra de Stamina, temos altares para descansar, aumentar o nível e tudo mais. Um defeito que achei do jogo é que as mortes nele muitas vezes são mais punitivas do que em Dark Souls. Temos uma presença bem baixa de pedras de teletransporte, logo, caso você morra, se prepare para andar MUITO até conseguir recuperar o corpo (e se conseguir).

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Heoxilia, primeiro chefe principal que enfrentamos (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

Falando em andar muito, o level design de Lost Epic é um tanto quanto decepcionante e pode ser muito bem definido pela palavra básico. Não conseguimos ver nada de novo nesse departamento. A equipe fez o mínimo possível de maneira funcional e acabou focando mais nas partes que envolvem grind.

O combate é bem divertido e possibilita o uso de uma variedade enorme de builds, contudo, ele carece de peso, o que torna os embates menos emocionantes. Não sentimos que nossos golpes estão causando efeito algum no inimigo, o que é uma pena! É um grande potencial desperdiçado. Nas lutas contra chefes, podemos summonar NPCs ou outros jogadores para ajudar, o que vem a calhar.

Parte Técnica

Os visuais do jogo são bem agradáveis e o design dos personagens e dos monstros lembram muito o que vemos em animes de fantasia medieval. A trilha sonora brilha e é um grande destaque do game. Como testei a versão de PlayStation 5, fiquei decepcionado pela falta de uso do DualSense.

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Visuais do jogo são belíssimos! (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

Também não tive nenhum problema de desempenho, o que me deixaria muito surpreso se ocorresse. O jogo é bem leve e, sendo sincero, muitas vezes mais se assemelhava a um título mobile do que um produto destinado aos consoles.

Lost Epic: Aguarde Promoção!

Não consigo recomendar o jogo com seu preço atual na PS Store (R$119,57). Apesar dele com certeza entregar dezenas de horas de “conteúdo”, durante boa parte do tempo estaremos farmando itens para melhorar os equipamentos, andando por mapas vazios ou completando tarefas secundárias genéricas (as temidas fetch quests). Apesar das falhas, que aconteceram com boas intenções (gerar conteúdo no jogo), o estúdio tem boas ideias e vale a pena ficar de olho no próximo projeto deles. Com um pouco mais de refinamento e atenção aos detalhes, eles com certeza vão conseguir entregar um ótimo game.

6.2Pontuação do especialista
Passa de Ano

Lost Epic faz pouco para se destacar em um dos gêneros mais aquecidos da indústria, tornando-se mais um título OK perante dezenas de outros jogos bons ou ótimos com a mesma proposta.

História
5
Jogabilidade
6
Desempenho
7
Visuais
6
Trilha Sonora
7
Pontos Positivos
  • Variedade de builds
  • Trilha sonora
Pontos Negativos
  • Grind excessivo
  • Missões secundárias genéricas
  • Falta de legendas em PT-BR
  • Grande reciclagem de inimigos
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