Review | Legend of Mana Remastered

Originalmente lançado em 1999, Legend of Mana é facilmente considerado um dos maiores clássicos do gênero RPG. O quarto jogo da franquia Seiken Densetsu reúne diversos elementos dos games antecessores e, não somente isso, inspira-se em outros sucessos da época como Dark Cloud.

A remasterização por parte da Square Enix faz parte de uma iniciativa para resgatar a franquia Mana do esquecimento. Apoiando-se no forte elemento de construção de mundo, que, como referi acima, estava em alta na época do lançamento original, esta análise busca responder duas perguntas: a remasterização faz sentido e cumpre seu papel?

O Construtor

Como foi dito acima, você escolhe um protagonista e tem como tarefa reconstruir o mundo da forma que quiser (ou não). O protagonista coleta artefatos ao longo da trama e os posiciona no mapa da maneira que bem entender. Mas, sim, o posicionamento dos artefatos gera algumas consequências em outros sistemas do jogo.

Por esse início de review você já pode afirmar tranquilamente que Legend of Mana é bem exótico, até para os padrões de hoje. Em suma, apesar de possuir diversos sistemas em sua construção, o jogo não segue muitas estruturas, deixando a narrativa meio que aberta para o jogador. Você escolhe onde ir, quais missões completar e quem ajudar. Em suma, é como se o mundo do jogo fosse um livro em branco e você tem livre arbítrio para escolher o conteúdo das páginas.

Se você é um jogador apegado a estruturas e objetivos bem definidos do que se deve fazer, talvez o jogo não seja pra você. Mas, calma, deixa eu tentar te convencer um pouco. Apesar da falta de “ordem”, Legend of Mana é um jogo cheio de “coração”. Os diálogos são bem escritos e os personagens foram muito bem construídos, facilmente se destacando até hoje (22 anos após o lançamento).

Dungeon… Repeat

Falando de grosso modo, eis a “estrutura” presente no jogo: você coleta um artefato, coloca ele no mapa do mundo e entra no local originado pelo artefato (geralmente uma cidade). Dentro desta cidade, você vai achar um ou mais NPCs com problemas pra se resolver. Esse NPC pode ser controlado pela máquina ou por outro jogador real.

Após se unir ao NPC, você vai adquirir um artefato que dará origem a um calabouço, local onde você irá resolver a demanda de sua nova companhia. Após isso, um novo artefato será lhe dado e o ciclo meio que se repete até o final da trama.

Todo esse fluxo de funcionamento meio que esfrega no jogador uma mensagem importante em Legend of Mana: aqui, o importante é a jornada e quem você encontra nela, não o final da história.

Simplicidade Encantadora

Como disse acima, Legend of Mana Remastered é um jogo encantador e isso é refletido em uma série de elementos. Seja nos personagens fantásticos, os diálogos reflexivos ou nos visuais que ficaram espetaculares após a merecida repaginação. Os cenários e alguns monstros estão magníficos, ganhando um novo ar de vida com os novos cuidados.

Entretanto, aqui vai um alerta. Não espere por mecanismos ultra complexos no que tange a jogabilidade, muito pelo contrário. O jogo funciona como um RPG de ação bastante simples (e diria que um pouco até irresponsivo). As pessoas responsáveis pela remasterização não parecem ter gasto muito tempo com o combate, o que acaba sendo um forte ponto negativo, afinal, as lutas importam bastante para o desenrolar do game.

O estúdio até parece estar totalmente atento a isso, visto que decidiram dar a opção de pular todas as lutas do jogo com exceção de alguns chefes. Em suma, isso acaba servindo como uma declaração de que o combate não é tão bom quanto deveria ser.

Legend of Mana Remastered – Vale a Pena?

Prometi que essa análise foi construída com a finalidade de responder duas perguntas. Vamos a primeira delas: a remasterização faz sentido? Definitivamente sim. Legend of Mana é um dos maiores clássicos do gênero e é fantástico ver o jogo retornando após tanto tempo. O trabalho de “renascimento” do projeto foi bem cuidado e traz valor aos fãs e novos jogadores.

As coisas se complicam ao responder a segunda pergunta: a remasterização cumpre o seu propósito? Eu diria que sim e que não. Apesar de revitalizar os gráficos e até a trilha sonora, o combate, que é um componente importante do jogo, acabou sendo deixado de lado, o que se torna um ponto bastante negativo pra mim. Felizmente, as partes positivas brilham o suficiente pra equilibrar o peso dos defeitos, tornando a experiência da remasterização imperdível pra quem adora o gênero!

OBS: Essa análise foi feita com um código do jogo para PS4 cedido pela Square Enix.

Apaixonado por Jogos, principalmente por Indies! Você me encontra lá no Twitter: @ruancarlo_silva

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