Review | Hades (PS5)

Os roguelikes estão em alta. Depois de Dead Cells, Children of Morta e West of Dead, chegou a vez de Hades, do estúdio Supergiant Games, provar seu valor nos consoles de mesa. O time de desenvolvedores foram os responsáveis por Bastion, Transistor e Pyre, logo, automaticamente já se espera um trabalho de altíssima qualidade.

O protagonista da aventura é Zagreus, filho de Hades e, consequentemente, príncipe do Submundo. Embora ele seja o filho do chefão, Zagreus não gosta de sua vida no inferno, nutrindo o sonho de ir embora. Contudo, esta não será uma tarefa fácil, visto que o seu pai não aprova nem um pouco a sua partida.

Com o auxílio indireto de Deuses como Zeus, Ares e Atena, Zagreus inicia o extenso e longo processo de escapar dos domínios do seu pai. Assim como as obras passadas do estúdio, Hades possui um forte componente narrativo impulsionado pela qualidade primorosa do roteiro e da direção de arte do projeto. Por ser um roguelike e ter a repetição atrelada rigorosamente em sua estrutura, será necessário escapar do inferno muitas vezes para desvendar a história por completo.

Eu já estive aqui!

Por ser um roguelike, a morte é um componente inevitável da obra. Em títulos como esse, o senso de progresso é importantíssimo para manter o nível de interesse do jogador. Felizmente, o estúdio soube dosar isso de maneira brilhante, fazendo com que Hades se torne um game altamente viciante. Os níveis, gerados de maneira procedural, lembram demais os outros projetos do estúdio. A direção de arte continua soberba, de uma maneira positiva, e o encanto é gerado de maneira automática.

Como mencionado acima, a morte é um elemento forte do jogo. Toda vez que Zagreus retorna do além-vida, os personagens ao seu redor tomam conhecimento do que aconteceu, gerando novas interações e avançando a história.

A progressão de Hades

Como em todo roguelike, Hades possui dois “tipos” de progressão, a temporária, que ocorre ao longo das runs e a permanente, que torna o personagem mais forte e habilidoso. Estas melhorias fixas são possibilitadas através da coleta de Escuridão, recurso que permite fortalecer o personagem.

Os outros dois recursos são as moedas e poderes dos Deuses, estes dois são perdidos completamente ao morrer. A jogabilidade é altamente diversificada graças a presença de múltiplos tipos de armas e ofertas dos Deuses. Essas ofertas modificam os ataques e o estilo de jogo, servindo como uma excelente maneira de trazer diversidade ao gameplay.

Hades e o PS5

Por já ter jogado a aventura no PC, eu estava extremamente ansioso para o lançamento do game no PS5. Esperava melhorias fantásticas que iriam tornar a experiência ainda mais essencial, contudo, fiquei levemente decepcionado. Os loadings quase não existem e o jogo corre de maneira excelente a 4K e 60 FPS, porém, ele não aproveita tudo que o PS5 tem pra oferecer.

Os recursos do DualSense raramente são usados, não entregando uma imersão tão robusta quanto em outros títulos. Outras funções como o Game Help também foram deixadas de lado, reforçando que a versão de PS5 se trata meramente de um port direto da versão de PS4. Claro que muitas coisas podem ser corrigidas/adicionadas com atualizações, mas, fiquei desapontado nesse sentido.

Conclusão

Hades é indiscutivelmente um dos melhores jogos do gênero. A Supergiant se superou mais uma vez, entregando um game extremamente refinado, viciante e com um valor de produção enorme. Se você gosta de jogos de ação, fica a recomendação! Apesar de não usufruir totalmente dos recursos disponíveis no PS5, o game roda de forma excelente e entrega uma boa experiência para os jogadores exigentes.

Esta análise foi feita com um código do jogo para PS5 cedido pela Supergiant Games.

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Apaixonado por Jogos, principalmente por Indies! Você me encontra lá no Twitter: @ruancarlo_silva

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