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Review: Gungrave G.O.R.E (PS5)

Gungrave G.O.R.E, um shooter em 3° pessoa com uma mistura de hack ‘n’ slash é um jogo que estará disponível em seu dia de estreia no Game Pass, e esse pode ser seu único motivo para testar o título. A franquia que retorna 18 anos após o lançamento de Gungrave Overdose prometia trazer toda a […]

Review: Gungrave G.O.R.E (PS5)

Gungrave G.O.R.E, um shooter em 3° pessoa com uma mistura de hack ‘n’ slash é um jogo que estará disponível em seu dia de estreia no Game Pass, e esse pode ser seu único motivo para testar o título.

A franquia que retorna 18 anos após o lançamento de Gungrave Overdose prometia trazer toda a nostalgia e ação que marcaram o game, o problema no qual a equipe não se atentou foi que nostalgia pode não ser tudo que os fãs esperam.

A Narrativa de Gungrave G.O.R.E

Foto por João Campos

Um dos pontos que me deixaram interessados no título foi certamente a história que prometia ser contada. No game você é colocado na pele de Grave, um assassino durão ao estilo filmes hollywodianos que deverá em uma trajetória quase solitária buscar vingança contra o clã do corvo. Em meio a jornada Grave contará com uma parceira chamada Mika, ela irá auxiliá-lo durante suas batalhas e objetivos. Essa é, para mim, a parte que melhor funciona ao longo do jogo, isso contando muito a utilização da saída de áudio do Dualsense, onde a imersão é melhorada.

A Gameplay de Gungrave G.O.R.E é um ponto alto?

Bom, esse é o ponto certamente mais controverso e problemático de Gungrave G.O.R.E, após o sucesso de mais de uma década atrás a equipe parece ter parado o tempo, a gameplay do game é extremamente repetitiva e, literalmente, cansativa. A repetição de um único movimento é tão grande que em diversos momentos precisei pausar o jogo e esperar cerca de 1 a 2 minutos, o motivo era o cansaço e dor no dedo indicador por apertar o gatilho sem parar. Basicamente Gungrave G.O.R.E te obriga a repetir o mesmo comando para passar por seus inimigos, esses que deixam a jogatina ainda mais cansativa.

Foto por João Campos

Além da gameplay extremamente repetitiva com pouquíssimos comandos, os inimigos possuem uma inteligência artificial muita ultrapassada, onde suas únicas ações são correr em direção a você atirando sem parar. Eles não se protegem, não mudam de posição, não utilizam outras habilidades…são sempre as mesmas ações. Isso me levou a perceber que a empresa infelizmente não renovou em sua gameplay, optaram por deixar o game com as mecânicas antigas.

Desempenho na versão de PlayStation 5

Apesar dos problemas mecânicos, Gungrave G.O.R.E é extremamente competente no desempenho, com gráficos realmente bonitos, o game roda em 4k e 60 frames por segundo no console, durante minha gameplay não reparei em nenhuma queda de frame. Realmente no quesito desempenho a Iggymob acertou em cheio.

Foto por João Campos

O visual é o ponto mais alto do título

Apesar do atraso em relação a gameplay e mecânica, Gungrave G.O.R.E consegue atingir um nível extremamente satisfatório quando falamos de gráfico. Seja em cenas de gameplay ou cutscenes, o game aproveita das novas tecnologias para construir um universo bonito e com detalhes interessantes. Durante a gameplay, mesmo que poucos os momentos, eu optava por parar e apreciar a imaginação do sul asiático no jogo, o que deixa mais interessante é que a equipe se inspirou em muitos locais que existem verdadeiramente.

Foto por João Campos

Trilha sonora

A trilha sonora de Gungrave G.O.R.E foi algo que também não me atraiu muito, e mais uma vez o grande problema ficou por conta da repetição. Na tentativa de “adrenalizar” o combate, a equipe optou pelo estilo heavy metal, o problema é que a trilha não possui muitas variações. Sempre que se inicia um combate, algo que é extremamente corriqueiro no game, a mesma melodia é ouvida de fundo. Além da repetição, sua companheira de jornada te diz a todo momento o que deve ser feito em combate, como por exemplo, inimigos próximos, tipo de armamento e afins. O grande problema disso é o mesmo de todo o jogo, a repetição. Com as mesmas frases e música, rapidamente você se cansa e por muitas vezes não se importa muito com o entorno, afinal, a mecânica de Gungrave é basicamente andar em linha reta, rolar e atirar incessantemente.

Conclusão

Para finalizar a campanha do game você levará algo entre 10 a 12 horas jogando na dificuldade normal, que já adianto, não é nada fácil. O desafio é um dos pilares do game, unido a repetição e dor nos dedos, a jornada pode ser um tanto frustrante e cansativa. Recomendo que esteja preparado para o combate em Gungrave G.O.R.E e evite longas horas em sequência, certamente o estresse e incômodo prejudicarão sua experiência.

Apesar dos apesares, Gungrave G.O.R.E é um título de renascimento para a franquia. Com muitos erros, mas com acertos também, acredito que seja uma nova oportunidade para a equipe e que uma possível continuação possa caminhar. Conseguimos observar bem o empenho e ideias colocadas pelos desenvolvedores no game, o que para mim deixa claro o principal ponto, eles sabem do que são capazes e o que querem entregar.

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6.6Pontuação do especialista
Passa de Ano

Gungrave G.O.R.E é um retorno problemático mas promissor para a franquia, terminá-lo poderá ser uma dor de cabeça pela repetição e cansaço, mas olhando por um outro lado, pode ser o que a empresa precisava para resgatar de vez o título. Entre erros e acertos, ele passa de ano.

História
6
Jogabilidade
4
Desempenho
10
Visuais
8
Trilha Sonora
5
Positivo
  • Gráficos bonitos
  • Desempenho muito otimizado
Negativos
  • Extremamente repetitivo
  • Mecânicas ultrapassadas
  • Dificuldade desbalanceada

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