Desconto em Games

Review: GigaBash (PS5)

Gigabash não vai revolucionar os videogames, mas garantimos que vai divertir e muito todo mundo que tocar nele

O Godzilla, assim como os monstros gigantes japoneses, são um marco da cultura pop não somente no Japão, mas como no mundo todo. Mesmo que os filmes não tenham tanta disponibilidade fora da sua terra natal, até mesmo crianças pequenas sabem o que os monstros são.

Tamanha força, no fim, faz com que muitos produtores de jogos e outros tipos de mídia se inspirem nesses monstros para criar obras – e esse é o caso de Gigabash, desenvolvido por um estúdio independente da Malásia e uma curiosa homenagem aos monstros da Toho, Ultraman e animes de robôs gigantes. O Desconto em Games pode avaliar o jogo e comentamos tudo a seguir:

Os divertidos conflitos em Gigabash

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Os mapas são bem variados. (Captura de tela/Dácio Augusto)

Gigabash, em geral, é um jogo vendido principalmente como multiplayer, mas já aviso que tanto por não ter pessoas para jogar localmente no período do acesso antecipado e por não encontrar partidas online, a review do jogo será predominantemente feita com base nas mecânicas exploradas pela curta campanha do título.

A campanha, no caso, é dividida em quatro episódios, cada um quase que seguindo a estrutura de filmes clássicos de monstros gigantes, ou kaiju, da Toho, especialmente depois que o Godzilla já tinha virado um ícone japonês e não mais a encarnação do desastre nuclear. Isso significa que em cada um dos 5 estágios dos episódios, o monstro protagonista deve sair no braço com outros monstros ou heróis.

Com isso, fica óbvio que o jogo então tenta ter uma estrutura próxima de jogos de combate, e o tutorial também mostra isso bem. Existem mecânicas como ataques normais e especiais, uma barra de especial, combinações de botões que resultam em diferentes ações e assim por diante – o curioso é que, diferente dos jogos de luta mais famosos (e que, sinceramente, são bem diferentes de Gigabash, talvez tornando a comparação sem sentido) não existe a barreira de execução dos comandos, já que todos eles são simples.

Por exemplo, existem 3 categorias de ataque normal, com cada uma delas sendo executado com diferentes combinações: o ataque simples, com o quadrado; o ataque de defesa, que funciona como um counter, com li mais quadrado, e o ataque de dash, com r1 mais quadrado. Simples, não? Mas a realidade é que dentro das partidas, essa simplicidade vai tomando um ritmo interessante e que se adequa bem ao gameplay frenético. Sinceramente, não consegui perceber um sistema de combo, mas mesmo assim a execução rápida e responsiva foi o suficiente para me manter engajado em Gigabash.

Mas a luta não é só composta dos intensos conflitos entre os até 4 bonecos na tela. Ela também tem que levar em conta as fases, que variam de praias e templos antigos até grandes metrópoles. Tudo no cenário é destruível e pode ser utilizado como armas, então há algo um tanto galhofa, por assim dizer, por ver um Ultraman genérico segurando um prédio cartunesco e batendo em um monstro – mas ao mesmo tempo, é impossível negar que isso também não é uma clara homenagem às produções que inspiram o jogo, onde atores vestidos com roupas de borracha lutavam em cima de maquetes de Tokyo.

Mas independente do ridículo ou galhofa, que friso que não cito como algo negativo mas sim como algo que faz parte fundamental da estrutura do jogo, o fato é que tudo coopera para fazer o jogo se tornar uma experiência extremamente divertida – embora sem alguns problemas de performance que, sinceramente, acabam incomodando.

Bugs e mais bugs

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Gigaman é uma clara referência ao Ultraman. (Imagem: Dácio Augusto)

Como eu disse acima, a minha experiência para fazer o review de Gigabash foi totalmente baseada em sua campanha, o único modo single player disponível no título. Neste tempo, porém, foi surpreendente notar que alguns bugs que impedem o título de ser jogado sem ser reiniciado estão comuns.

Por exemplo, logo depois de uma cutscene, a partida já começa a permitir que os monstros se movimentem, mesmo que ainda tenha diálogos da história ocorrendo. Todas às vezes que movi meu personagem nesse momento a estrutura do jogo simplesmente quebrou, com a câmera indo para debaixo do mapa e nenhum comando sendo aceito mais.

Em raros momentos também, após utilizar repetidas vezes o ataque com o dash de um personagem, mesmo que eu apertasse botões que não tinham relação com esse tipo de ataque, era esse o golpe que saia. Complicado.

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(Imagem: Passion Republic Games)

Pelo menos olhando de longe tudo isso parece algo fácil de ser arrumado, mas veremos com o passar do tempo. Embora recorrentes, eles ainda não foram suficientemente frustrantes para atrapalhar 100% a experiência geral com o título – permitindo tanto a excelente jogabilidade quanto os gráficos bonitos e intensos, principalmente referente aos modelos dos monstros, brilharem como devem.

Conclusão

Gigabash é um interessante indie. Não é dos melhores lançados em 2022 ou em qualquer período da história dos videogames, mas nem tudo precisa ser aquele ápice de excelência que tanta gente parecer querer torná-los. Ele, na verdade, me lembrou muito de minha infância, quando ia em loja e comprava um jogo não pelos elogios da crítica mas sim pela capa parecer interessante – e nesse processo, descobria experiências divertidas.

7Pontuação do especialista
Bom

Gigabash não vai revolucionar o gênero ou qualquer coisa do tipo, mas com certeza será uma experiência extremamente divertida para quem jogá-lo. Recomendamos bastante.

História
7
Jogabilidade
9
Desempenho
6
Visuais
8
Trilha Sonora
7
Positivos
  • Jogabilidade responsiva
  • Arenas interessantes
Negativos
  • O jogo está com alguns bugs que incomodam ou atrapalham bastante

Nesse contexto, Gigabash é isso. Um jogo sem muitas informações na internet mas que quando chegou para review, surpreendeu e deu uma fantástica experiência. Se tiver oportunidade, jogue-o.

Confira também no Desconto em Games:

Review: Age of Darkness: Final Stand (PC)

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