Review | F.I.S.T.: Forged in Shadow Torch (PS5)

F.I.S.T.: Forged in Shadow Torch é uma das maiores surpresas do ano no mundo dos games. Desenvolvido pela TiGames e publicado pela Bilibili, o metroidvania foi lançado no PS4 e PS5 no dia 7 de Setembro deste ano. O game faz parte do China Hero Project, iniciativa criada pela PlayStation para incentivar o desenvolvimento de jogos indies no país. Protagonizado por Rayton, um coelho veterano da Guerra, você vai ler neste review os motivos que me levam a considerar o jogo como um dos melhores desse ano!

A história de F.I.S.T.

Como mencionei acima, o jogo é protagonizado por Rayton, um coelho amargurado que foi veterano em uma guerra terrível. O mundo no qual nossa aventura se passa está sendo dominado pela Iron Dogs Legion, um exército impedioso de cães-máquina. Os adversários estão controlando a população “peluda” que basicamente se trata de animais comuns como Ursos, Coelhos, Gatos e por aí vai.

Após a derrota, Rayton entrou em uma espécie de exílio, se culpando pelo fracasso e emitindo poucas palavras. Contudo, o pontapé da aventura se inicia após o seu leal amigo Urso ser capturado pelas forças inimigas. Com isso, Rayton se equipa com o velho punho de sua armadura (que dá nome ao jogo) e parte em uma jornada épica para livrar o país do regime ditatorial.

A história tem reviravoltas legais e as cutscenes são muito bem feitas, não devendo em nada para muitos AAA no mercado. Surpreendentemente, a duração do jogo também chama a atenção. Levei 24 horas para fazer os 100% e boa parte disso é conteúdo principal do jogo, ou seja, a longedividade da trama é fantástica quando analisamos o game numa perspectiva de custo x benefício. Infelizmente, até o momento de escrita deste review, o título não possui localização em PT-BR. O estúdio prometeu implementar o idioma nas próximas 3 semanas! Outro ponte forteno quesito narrativa é o voice acting impecável dos personagens (testei com o áudio em inglês). A equipe fez um trabalho impecável neste sentido!

Metroidvania raiz!

Se você já experimentou algum título do gênero, você já sabe o que te espera aqui! O game demanda que o jogador obtenha inúmeras habilidades e armas ao longo da trama que possibilitam a travessia para certos lugares. Felizmente, o level design é bem intuitivo e o jogo conta com marcadores para os objetivos principais. Com isso, é praticamente impossível se perder no game. As habilidades de travessia vão desde ao Dash comum, como o uso da arma Whip (chicote) como gancho até uma Furadeira que é usada como um mini-submarino.

A equipe chinesa foi bastante engenhosa e temos referências a diversos títulos fantásticos como Castlevania, Hollow Knight e até mesmo Crash. Com tantas inspirações de excelente qualidade, era quase impossível que F.I.S.T. não acompanhasse os irmãos mais velhos do gênero. A exploração é bastante recompensadora e acaba valendo muito a pena fazer 100% de cada mapa. No quesito dificuldade, o game não chega a ser injusto em nenhum momento, oferecendo ao jogador uma série de ferramentas para desapachar os adversários. Mas, não pense que o jogo é extremamente fácil. Alguns chefes irão demandar um pouco mais de habilidade do jogador!

Por falar em Habilidades, elas são divididas em três categorias, usando as armas como referências: Habilidades para o Punho (Fist), Furadeira (Drill) e Whip (Chicote). Essas habilidades trazem consigo um excelente sistema de combo que torna o jogo bem divertido. Elas podem ser aprendidas com o uso de moedas de ouro + HDs de combate que são coletados ao explorar o mapa ou realizar ações específicas/secundárias.

Essas ações secundárias vão desde abrir baús com chaves de esqueleto até coletar sementes para que um NPC em específico plante árvores no mundo. Também podemos coletar cartazes e entregar ao Urso para desbloquear novas skins para as armas. O nível de atenção aos detalhes e cuidado da TiGames com o projeto é assustador, o que é muito bom para quem joga! Existem outras atividades, apresentadas como desafios, mas que lembram muito minigames. Em uma delas, temos que quebrar barris sem sermos atingidos por explosivos. Na outra, treinamos com um Mestre do Kung Fu para destravar habilidades especiais das armas!

F.I.S.T. e o PlayStation 5

No geral, o estúdio fez um bom trabalho ao usar os recursos específicos do console, contudo, poderia ser um pouco melhor. Temos um bom uso do DualSense, mas não chega a ser nada marcante como já vimos em outros indies como Timothy’s Night. Os loadings, como de costume, estão ultra rápidos e o tamanho do jogo é um pouco menor quando se comparado ao PS4.

Os problemas encontrados foram dois: não existe nenhum suporte para o Game Help. O recurso, muito bem implementado em A Plague Tale: Innocence, tem sido pouco usado pelos devs, o que é triste e preocupante. O outro problema diz respeito aos troféus. Não existe nenhum tipo de contador para alguns troféus que requerem repetição de atividades ou coleta de itens, exemplo: Pegar as Sementes (são 50 ao todo). O recurso não parece ser difícil de ser aplicado e mesmo assim os devs não estão usando em seusj jogos.

F.I.S.T.: Forged in Shadow Torch – Vale MUITO a Pena!

Como disse mais acima, o jogo em minha opinião é uma das maiores surpresas de 2021. Com pouquissímos defeitos, que dificilmente são perceptíveis, ele também pode ser facilmente considerado um dos melhores metroidvanias já criados. Se você ainda está dormindo em relação ao desenvolvimento de jogos na China, é melhor acordar. Eles vieram pra ficar!

PS: Esta análise foi feita com um código do jogo para PS5 cedido pela Bilibili.

Apaixonado por Jogos, principalmente por Indies! Você me encontra lá no Twitter: @ruancarlo_silva

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