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Review: Cult of the Lamb (PS5)

Administrar um culto nunca foi tão divertido e inusitado!

Vou começar esse texto pedindo pra que você brinque de imaginar comigo. No dia da sua morte, uma figura obscura intervém e te oferece (obrigando) uma proposta irrecusável: sua vida de volta. Em troca, você precisa criar e administrar um grupo de adoração voltado à essa figura. Louco, não é mesmo? Felizmente, você não precisa imaginar essa história, você pode jogá-la. Essa é a exata premissa de Cult of the Lamb, jogo do estúdio Massive Monster com publicação assinada pela Devolver Digital.

O selo da Devolver é forte e praticamente todos os produtos que o levam possuem uma alta qualidade. Mas será que isso se confirma em Cult of the Lamb? É isso que você vai descobrir neste review!

O Último Cordeiro

Como o nome já entrega, o game é protagonizado pelo último cordeiro da Terra. Um grupo nefasto composto pelos Quatro Bispos, decide matar o cordeirinho para impedir que uma profecia seja cumprida. Na sua morte, o Cordeiro firma um pacto com Aquele que Espera, uma figura demoníaca que está contida pelas correntes dos Bispos.

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Existem acordos que podem ser bons, já outros…. (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

Apesar de conter um visual cartoonesco, que lembra bastante animações da Cartoon Network, Cult of the Lamb não esconde em nenhum momento que é um jogo pra maiores e que aborda temas (e práticas) macabras. Um exemplo bem nítido disso é a possibilidade de cortamos o corpo de um Fiel e usar a carne do mesmo para produzir uma refeição.

Estruturado como um roguelike com uma pitada de gerenciamento de cidades, a narrativa do jogo é básica e é majoritariamente transmitida através de diálogos em balões. Não temos a presença de voice over, o que certamente diminui o charme da aventura. A construção de mundo do game é muito interessante, contudo, o título acaba não tendo muito interesse em falar mais sobre seus cenários e personagens, o que é um tanto quanto decepcionante para os jogadores que, assim como eu, acabarem se apaixonando pelo mundo dele.

Em uma jogatina em ritmo normal, na dificuldade padrão, a história pode ser concluída entre 14 a 16 horas, contudo, para realizar 100% do jogo esse número sobe facilmente para 20 horas. Uma ótima duração para um jogo com o escopo e a proposta que tem.

Cult of the Lamb: O Engenheiro

Durante sua jornada, você basicamente vai desempenhar três papéis/funções distintas: o de Engenheiro, Prefeito e Guerreiro. Como mencionei acima, o jogo tem altas pitadas de gerenciamento de cidades e é aí que lá entra nosso papel de engenheiro. Como todo pobre azarado, começamos a nossa vida sem absolutamente nada. Uma das nossas primeiras tarefas é coletar recursos básicos como Madeira, Pedra e Moedas pra colocar a mão na massa.

Altares, monumentos, prisões, enfermarias, barracas.. O leque de construções é extenso e cada uma cumpre bem seus respectivos propósitos. Diferente de games puramente focados em estratégia, Cult of the Lamb possui interfaces mais básicas e convidativas, tornando todo o processo de construção e gerenciamento mais leve. Mas não ache que você vai ficar confortável a todo momento. A medida que você progride na história e desbloqueia as construções, a quantidade necessária de recursos aumenta, assim como os tipos, demandando um pouco mais de atenção ao jogador.

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É preciso se atentar ao aspecto sanitário do seu culto (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

O sistema funciona muito bem, mesmo no controle e até as opções puramente cosméticas são gigantescas. O estúdio definitivamente dedicou uma boa quantidade de tempo e paixão pra tornar esse quesito o mais redondo possível! Similar a outros RTS, as construções mais complexas levam um pouco mais de tempo para serem concluídas, contudo, seus fiéis podem ajudar a levantar a obra, acelerando o processo!

Cult of the Lamb: O Prefeito

Outra função embutida do jogo é a de Prefeito, ou melhor, cultista. Como o título já entrega, precisamos administrar nossa relação com os fiéis, caso contrário, tudo ficará perdido. A medida que progredimos na história e em nosso vilarejo, novas ações são desbloqueadas com os fiéis. Podemos incentivá-los, prender os descrentes, enviar os doentes para a enfermaria ou para casa, pra que eles repousem.

A medida que os dias passam, desbloqueamos rituais especiais que ajudam a manter nossa população alimentada, ou com vigor pra trabalhar. Tem até a opção de casar com um (ou mais fiéis) caso você sinta a vontade. O leque de opções de interação é bem vasto.

Como todo bom fiel, eles irão fazer pedidos eventualmente, e, caso você os cumpra, o medidor de Fé do acampamento receberá um belo boost. Caso decida não cumprir, a crença deles cai, dando espaço para que descrentes apareçam e comecem a dissuadir os outros. Administrar um culto não é uma tarefa nada fácil!

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Cultistas irão pedir por favores com frequência (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

Eles morrem de velhice, doenças, podem até ser mortos em expedições missionárias caso você envie seus fiéis para coletar recursos.. O sistema é muito detalhado e, na minha opinião, a grande estrela do game!

Cult of the Lamb: O Guerreiro

O aspecto roguelike de Cult of the Lamb me decepcionou um pouco. Não por ser ruim, longe disso, mas por ser um tanto quanto básico. Nosso cordeirinho é capaz de golpear, rolar e usar Maldições que são basicamente o ataque à distância do personagem.

Existe um leque pequeno tanto de armas quanto de maldições, o que deixa o combate repetitivo de maneira bem veloz. O estúdio até tentou sanar o problema adicionando categorias diferentes de efeitos. Armas que causam veneno, armas angeliciais e por aí vai.. Mas isso traz uma variação mínima ao gameplay.

Graças a seleção de dificuldade, o título é mais convidativo que outros exemplares do gênero. Na dificuldade mais alta, as mecânicas dos inimigos são as mesmas, contudo, eles se tornam mais agressivos e ganham um boost generoso de HP. Em virtude disso, não a recomendo. Muitos inimigos se tornam esponjas de dano, tirando um pouco do brilho e prazer da experiência.

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Chefes derrotados deixarão baús valiosos com boas recompensas (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

Ao todo temos 5 chefes principais. Com designs fantásticos, as lutas contra os bispos são um tanto quanto fáceis, o que é curioso para um game do gênero. A depender de sua sorte no RNG das armas e maldições ao trilhar o caminho até o chefe, você pode chegar neles com uma build tão quebrada que consegue eliminá-los com apenas 3-4 golpes.

Para adicionar um pouco de mistura ao game, temos as cartas de tarô. Com efeitos passivos, existem 36 cartas ao total e elas costumam beneficiar bastante o jogador. Uma carta concede dois corações azuis, outra a frequência de ataque em 1.5x e por aí vai. É um sistema interessante de RNG pra tornar cada run única.

Desempenho e recursos do PS5

Infelizmente, o desempenho de Cult of the Lamb no PS5 deixa bastante a desejar. Tive quedas de frames em diversos momentos, assim como travadas na tela e bugs. Os bugs são tão chatos que só consegui resolver eles fechando e abrindo o game novamente, perdendo todo o progresso feito em uma run.

Já os recursos do PS5 se fazem presentes de maneira tímida, sendo a vibração do DualSense o destaque principal. Os loadings também são imperceptíveis graças ao SSD do console!

Cult of the Lamb: Vale a Pena!

Cult of the Lamb é um ótimo jogo e é, inegavelmente, um dos melhores indies lançados em 2022 até agora. Apesar dos problemas em relação ao desempenho na versão de PlayStation 5, o estúdio Massive Monster conseguiu criar um Frankenstein incrível, unindo diversos gêneros com maestria! Apesar dele estar bem jogável no momento, recomendo aguardar por mais patches de correção antes de efetuar a compra.

7.8Pontuação do especialista
Bom

Cult of the Lamb é a prova viva de que misturas, quando feitas com carinho e inteligência, podem dar muito certo. Cheio de charme, o jogo da Massive Monster é um dos melhores indies de 2022.

História
7
Jogabilidade
8
Desempenho
6
Visuais
10
Trilha Sonora
8
Pontos Positivos
  • Visuais maravilhosos
  • Muitas opções para administrar o culto
  • Quase um simulador real de cultos
Pontos Negativos
  • Problemas sérios no que tange o desempenho
  • Combate muito simples

PS: Review feito com código de PlayStation 5 cedido pela Devolver Digital.

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Edward_Destan

Amei a Review, tô viciado no jogo, muito bom e viciante, eu estou jogando no PC e até o momento não houve nenhum bug comigo, tá sendo uma experiência ótima.

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