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Review – Blind Fate: Edo no Yami (PS5)

Jogo traz ideias inovadoras para a temática samurai

Blind Fate: Edo no Yami é mais um jogo protagonizado por um samurai. O indie da Troglobytes segue um caminho um tanto quanto genérico na sua narrativa. O protagonista, Yami, perdeu sua família para um Yokai misterioso. Graças ao trágico acontecimento, ele se dedica intensamente ao treinamento e se torna um guerreiro letal que passa a servir ao Xogum.

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Protagonista perde a visão, um braço e as pernas (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

A história é apresentada através de cutscenes que seguem uma estética bem similar ao dos quadrinhos. Com um enredo narrado pelo bardo, a narrativa é brutal e contém diversos mistérios. Em algum ponto de sua vida, Yami perdeu sua visão, suas pernas e um dos seus braços. Após isso, ele foi resgatado por um ser mitológico chamado Tengu e ganhou partes biônicas. É graças a isso que o jogo implementa diversas mecânicas criativas que os diferenciam dos demais.

O diferencial de Blind Fate: Edo no Yami

Graças a perda da sua visão, o protagonista usa quatro tipos de sensores para estar ciente dos seus arredores. Esse sistema altera completamente a visão do mundo e é incorporado nas missões. Por exemplo, em determinado momento precisamos encontrar um corpo. Para conseguir cumprir o objetivo, precisamos usar o sensor de olfato, caso contrário, Yami não consegue interagir com o corpo.

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Sistema de sensores é bem criativo (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

A ideia do estúdio é muito interessante e funciona, contudo, ela poderia ter sido refinada, mas acaba se esbarrando nas limitações de orçamento. Com menos de duas horas de jogo, o sistema já começa a se repetir, o que é uma pena. Com visuais belíssimos, o jogo segue uma estrutura de game 2D, ou seja, podemos ir pra trás e pra frente. Surpreendentemente, ele não se posiciona como um metroidvania, logo, o backtracking aqui é quase inexistente.

Precisamos alternar constantemente entre sensores pois existem passagens e itens que só aparecem com um determinado sensor. É na exploração que o sistema revela seus pontos fracos, afinal, essa ação de ficar alternando entre sensores quebra o ritmo frenético que a história tenta aplicar.

O combate

Quando pensamos na temática do jogo, prontamente esperamos por um combate magnífico. O protagonista consegue golpear com sua Katana, esquivar, atirar projéteis, bloquear e pular. As opções são bem escassas e o desenvolvimento do combate está bloqueado por trás de habilidades na árvore de skills.

Por exemplo, a capacidade de realizar combos de 4 golpes precisa ser comprada por 1500 de XP. Cada inimigo comum concede 50 de XP. Em suma, o combate se desenvolve bem próximo do final do game, o que não faz sentido nenhum em relação ao design.

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Árvore de Habilidades é simples (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

Para piorar a situação, os controles não são responsivos, gerando uma frustração enorme nas seções de plataforma. O hitbox também é extremamente defeituoso, fazendo com que o personagem receba ou cause dano mesmo quando os golpes visivelmente não encaixam. Boa parte das lutas contra os chefes também são básicas. Os chefões só possuem dois tipos de ataques, o que torna a luta bem trivial.

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Chefões do jogo decepcionam (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)

No que tange a dificuldade, ao todo são três opções disponíveis: Fácil, Normal e Difícil. A única coisa que muda é o dano causado/recebido. Assim como na franquia Dark Souls, o título possui uma barra de stamina completamente sem sentido que limita as ações do protagonista. Atacar, bloquear, esquivar e pular gastam stamina e todo o processo é extremamente frustrante no começo e na metade da aventura. Os upgrades existem e precisam ser coletados no mapa, o que é um elemento extremamente negativo em virtude da necessidade de ficar trocando os sensores pra encontrar os itens.

Graças aos seus elementos futuristas, todas as criaturas que enfrentamos são robôs que possuem uma barra de fraqueza. Quando preenchida, o inimigo fica exposto a um corte letal que causa bastante dano. No começo o recurso é até legal, depois fica extremamente cansativo, como as execuções em Ryse: Son of Rome. O movimento especial não se altera, gerando uma repetição tremenda que só diminui a vontade de jogar. Além disso, também podemos paralisar os inimigos e aplicar um ataque finalizador onde Yami explode a cabeça de lata dos inimigos. Infelizmente esse finalizador copia os mesmos problemas do ataque crítico.

Blind Fate: Edo no Yami – Potencial Desperdiçado

A história de Blind Fate: Edo no Yami é boa, ela consegue deixar os jogadores interessados o suficiente pra saber o desfecho. O problema é basicamente todo o resto. O combate é extremamente repetitivo e desinteressante, além de apresentar graves problemas técnicos. O senso de progressão quase não existe e a exploração não poderia ser pior. Em virtude de todos esses aspectos, recomendo aguardar uma boa promoção ou até que ele chegue nos serviços Xbox Game Pass e PlayStation Plus. Não vale a pena pagar o preço cheio pelo game em seu estado atual.

6.2Pontuação do especialista
Passa de Ano

Apesar das ideias criativas, Blind Fate: Edo no Yami falha em entregar um combate bom o suficiente para manter os jogadores interessados pelo jogo.

História
8
Jogabilidade
4
Desempenho
5
Visuais
7
Trilha Sonora
7
Pontos Positivos
  • História Interessante
  • Sistema de Sensores inovador
Pontos Negativos
  • Hitbox ruim
  • Trechos de plataforma são terríveis
  • Combate repetitivo
  • Senso de progressão é péssimo

PS: Este review foi feito graças a um código de PlayStation 5 cedido pela assessoria da Troglobytes.

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