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Review | Backbone (PS5)

Backbone definitivamente é um dos jogos indies mais inteligentes de 2021. Desenvolvido pelo estúdio Eggnut e publicado pela Raw Fury, o jogo é ambientado em uma Vancouver povoada por animais antropomórficos, isto é, bichos com características humanas. O protagonismo fica a cargo de Howard Lotor, um detetive guaxinim que lida com a depressão.

Sobrevivendo dia após dia, Howard recebe um caso aparentemente simples que por um acaso é um dos maiores clichês da vida de um detetive particular: investigar um possível caso de traição por parte do marido. Com uma jogabilidade bastante simples, mas funcional, a trama se desenvolve de maneira bem intensa, culminando num enredo extremamente inteligente, imprevísivel e com mensagens poderosas que se conectam com a nossa realidade.

A Vancouver Distópica de Backbone

Com um visual belíssimo, completamente feito em pixel art, Backbone aposta na simplicidade para entregar aos jogadores o que realmente importa: uma história inteligente e uma experiência de investigação bem imersiva. Mesclando elementos de RPGs, jogos furtivos e point and click, existe um grau considerável de interatividade no game que incentiva a exploração.

Falando em interatividade e exploração, estas duas palavras são de suma importância dentro da jogatina. Durante a aventura protagonizada por Howard, é imprescendível que o jogador explore os cenários e converse com praticamente todos os personagens. O objetivo é coletar pistas que ajudam a desenrolar a trama e aproximam o jogador da conclusão da história. Um ponto negativo é que apesar da existência de múltiplas opções de diálogo, o final do jogo permanece inalterado.

Raw Fury will publish noir adventure game Backbone | VentureBeat

A exploração fica bastante agradável graças a trilha sonora toda feita em jazz que reforça o aspecto noir do jogo, oferecendo uma imersão surpreendente para um game em pixel art. Cada minuto controlando Howard vale a pena e não é desperdiçado com “firulas”.

A eterna luta de classes

O jogo em muitos momentos se transforma em uma espécie de carta aos oprimidos. Com inúmeras críticas sociais, que não são nada sutis, o projeto da Eggnut traz luz a debates extremamente necessários nos dias atuais. Principalmente num mundo tão polarizado como o que vivemos hoje. A luta entre classes, a exploração dos desprovidos de recursos e até mesmo o racismo sistêmico são alguns dos pontos citados no “jogo”.

Como se já não bastasse, esses assuntos são conectados a trama e ao protagonista de maneira bastante inteligente, eles não são inseridos no game simplesmente para passar uma mensagem. Eles carregam contexto e aprofundam a ligação de quem joga com a estrela de Backbone. A realidade é dura e cruel. Esta é uma mensagem bastante repetida ao longo da aventura.

Backbone vale mais do que a pena, ele é essencial!

Apesar de suas claras limitações por ser um indie com baixo orçamento, Backbone é uma obra bastante poderosa que vai ficar “comigo” pra sempre. Muito mais do que divertir, ele faz refletir, algo raro nos tempos atuais. Se você aprecia um bom indie, a temática noir, jazz e diálogos marcantes, a compra está mais do que recomendada!

PS: Esta review foi feita com um código do jogo para PS5 cedida pela assessoria da Raw Fury.

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