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Review | Agatha Christie Hercule Poirot: The First Cases

Durante minha infância e adolescência, perdi a conta de quantas vezes eu fantasiei em ser um detetive. Cresci sendo um grande fã de CSI e do lendário Gil Grissom. Achava Hercule Poirot e Sherlock Holmes personagens fantásticos. O tempo passou e acabei me desconectando de obras do tipo. Até que veio a Netflix com dezenas de séries criminais.

Voltando para o presente, para a minha grata surpresa, o estúdio Blazing Griffin assumiu a responsabilidade de criar um jogo de Hercule Poirot. Em parceria com a Microids, o título explora os primeiros casos do detetive, dando assim razão ao nome do jogo.

Um Hercule Poirot inexperiente

Como o nome já deixa claro, o game coloca em evidência os primeiros momentos de Hercule como um detetive. Mais importante do que isso, o jogador é colocado numa posição de total controle, sendo o responsável por escolher quais perguntas fazer, pela exploração nas cenas dos crimes e pelo cruzamento de evidências no mapa mental para formar pistas.

Falando em mapa mental, este é o principal sistema a ser usado para desvendar os responsáveis por cada crime e concluir o capítulo. Ao todo são 9 capítulos, juntamente com o Prólogo. A duração da experiência depende totalmente da perspicácia de quem joga, visto que o progresso em cada capítulo está diretamente atrelado a descoberta de evidências e no cruzamento de pistas.  Caso você insista em um tempo médio, completar o jogo deve levar cerca de 10 horas.

No Controle

Ao realizar as conexões no Mapa Mental, praticamente um mundo de possibilidades se abrem ao jogador. Novos diálogos com os personagens-chave são disponibilizados, permitindo entender um pouco mais sobre as motivações de cada um e atestar ou destruir os álibis, indicando possíveis suspeitos.

Achei as opções de diálogos um tanto quanto limitadas, mas, o sistema de Mapa Mental funciona bem e proporciona uma experiência fantástica. Ele consegue entregar, com uma precisão tremenda, a sensação de investigar um caso de verdade. Outro ponto que merece ser citado diz respeito às técnicas de interrogação. Hercule pode pressionar os personagens atrás de informações, iniciando uma espécie de minigame. Caso você cometa algum erro e irrite demais o personagem, o jogo recarrega o checkpoint, permitindo que você tente novamente.

É claro que se trata de um jogo eletrônico e algumas limitações e facilidades existem. Os jogadores podem cruzar livremente as evidências na esperança de que a combinação resulte em uma nova pista. Não pense que o título é fácil. Não é, nem ao menos um pouco. Em conversa com o estúdio, eles me confirmaram que estavam trabalhando em um sistema de Dicas para os consoles, contudo, o patch com o conteúdo ainda não possui previsão de lançamento.

Agatha Christie Hercule Poirot – The First Cases: Vale a Pena!

Com uma escassez cada vez mais devastadora de jogos de mistério nos consoles, os Primeiros Casos de Hercule Poirot evidenciam que ainda é possível entregar uma experiência de ótima qualidade sem precisar investir pesado nisso. Com um nível de desafio interessante, sistemas que entregam a sensação de ser um investigador de verdade e um trabalho impecável dos atores de voz, se você gosta do gênero, certamente não irá sair decepcionado nesse caso!

PS: o jogo possui legendas em PT-BR.

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