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Review | A Memoir Blue (PS5)

A Memoir Blue é o primeiro jogo do estúdio Cloisters Interactive com publicação pela Annapurna Interactive. Apesar de ter chegado de maneira silenciosa e longe dos maiores holofotes dos jogadores, saiba que este jogo pode te surpreender, caso você queria escutar o que ele tem a te dizer.

A Memoir Blue
A Memoir Blue (Gameplay: Thiago Stofel)

Antes de qualquer coisa, já fica aqui o agradecimento para a Annapurna Interactive pelo envio da chave de acesso ao jogo. Muito obrigado por este privilégio e confiança em nosso trabalho.

A Memoir Blue é lindo em sua simplicidade

Se existe algo que sempre me enche os olhos é ver algo que sinto que foi feito com amor e muito carinho. Em A Memoir Blue, você sente isto assim que ele se inicia. Ao ouvir a primeira música da trilha sonora, você percebe que existe uma história intimista e cativante ali, e sua curiosidade sobre o que se trata logo se desperta em você. Mas claro, isto vai muito de quem o joga.

A Memoir Blue
A Memoir Blue (Gameplay: Thiago Stofel)

Jogos assim não possuem grande público por serem “diferentes demais” dos padrões AAA ou jogos indies que possuem grandes investimentos. Mas sinto que eles são necessários, até mesmo para nos jogar um pouco fora das fórmulas padrões que vemos em grandes produções.

A Memoir Blue pode ser complicado para descrever para quem nunca experimentou este estilo de jogo, mas basicamente ele é um poema ou um filme interativo, daqueles que necessita poucas ações com o controle, mas necessita de muita atenção ao que se passa em tela e principalmente aos mínimos detalhes.

Nada é gratuito, tudo está ali por algum motivo, e você pode ás vezes nem saber o porquê, mas existe sentimento em tudo que é mostrado. Em sua narrativa ele nem utiliza de linhas de fala para se expressar, você se quer sabe o nome da protagonista, e quer saber? Não precisa. O personagem principal desta história, sou eu, você ou qualquer um que por algum momento se sentiu infeliz ou sozinho, mesmo que coisas boas acontecessem em sua volta, mas que em algum momento ficou com aquele gostinho que ainda falta algo.

Narrativa melancólica e poderosa

Na trama, nossa protagonista é uma nadadora brilhante, que desde de sua infância é reconhecida por todos como um talento raro e que ao longo de sua vida ganhou inúmeros títulos e se tornou um símbolo de seu esporte. Mas que tem traumas que vem desde que era uma criança. O relacionamento com sua mãe não é dos melhores. Não vou entrar em mais detalhes para evitar contar demais, mas é assim que o jogo te leva em uma jornada que usa e abusa da fantasia e imaginação para contar todos os traumas, medos e anseios da jovem.

Sua parte artística é de encher os olhos e contribuem muito para desenvolver sua narrativa, abusando de ambientes coloridos e imaginativos, mas capricha muito quando quer mostrar um momento de raiva ou tristeza, deixando o ambiente expressar o sentimento do que está sendo apresentado na tela, nada precisa ser dito ou explicado, você sente o que ele quer te passar.  

A Memoir Blue
A Memoir Blue (Gameplay: Thiago Stofel)

Como dito antes o jogo necessita de sua atenção máxima, o que pode ser complicado para alguém que não esteja de mente aberta para literalmente mergulhar em sua jornada, pois detalhes são mostrados a todos os momentos, e eles contam muito sobre o que se passa na cabeça da personagem, embora alguns momentos podem ser preenchidos com suas lembranças, resgatando quem sabe sentimentos mais profundos, mas para que isto aconteça, necessita de sua atenção.

Trilha sonora de A Memoir Blue é emocionante

Se existe algo capaz de mexer com o emocional de qualquer um e fazer crescer uma narrativa, são belas canções, e em “A Memoir Blue”, elas cumprem e muito bem sua função. Além de trilhas somente a base de instrumentos que são lindas por sinal, o jogo surpreende com lindas músicas cantadas, e feitas exclusivamente para o jogo, que agregam e muito com nossa jornada, e aparecem sempre em momentos perfeitos, contribuindo e sendo a cereja do bolo em diversas vezes.

Controlar não é o foco

Sua jogabilidade é muito simples. Para progredir, o jogo exige do jogador que ele resolva puzzles simples ou clique em um objeto para a cena acontecer. Você não precisa ter pressa para jogar, pode ir tranquilamente, em seu tempo, para deixar as coisas fluírem e deixar o clima do jogo te levar.

A Memoir Blue
A Memoir Blue (Gameplay: Thiago Stofel)

Apesar de não ser o foco, acho que sua forma de progressão poderia ser um pouco mais variada e agregadora a narrativa, não chega a ficar repetitivo ou enjoativo, principalmente por se tratar de um jogo curto, mas sinto que seus controles acabam destoando de toda criatividade envolvida em todo resto, sendo sempre as mesmas soluções que rapidamente se tornam robóticas para a trama fluir.

Lindo! Mas somente para alguns.

Para quem não gosta deste gênero, “A Memoir Blue” dificilmente irá agradar este público, ele não reinventa nada e nem faz algo que seja muito fora da curva, mas é consistente do início ao fim e encerra quando ainda está em alta. Levando as emoções de quem o joga a flor da pele.

O jogo possui uma linda mensagem no final e me trouxe uma bela reflexão, coisa que poucos jogos conseguem fazer atualmente. Ele não dita como o gênero será daqui para frente, mas certamente entra no topo da lista e se torna obrigatório para todos aqueles que amam uma linda e intimista história.

A Memoir Blue está disponivel para PS4/PS5, Xbox One, Xbox Series S/X, PC e Nintendo Switch. Para assinantes do Gamepass o jogo se encontra disponível.

8.1Pontuação do especialista
Ótimo

Uma linda jornada que emociona e traz reflexão!

História
9
Jogablidade
6.5
Gráficos
8
Trilha Sonora
9
Pontos Positivos
  • Lindas Canções
  • Gráficos Artísticos
  • Narrativa atual
Pontos Negativos
  • Repetição de controles na progressão
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